Meteo Queluz

Nevoeiro e neblina PDF Versão para impressão

Nevoeiro - Define-se nevoeiro como sendo uma nuvem em contacto com o solo, que envolve o observador e reduz a visibilidade a valores inferiores a 1000 metros. O nevoeiro é um dos mais comuns e persistentes fenómenos meteorológicos que afectam a actividade aérea na maior parte dos aeródromos. Como o nevoeiro ocorre junto à superfície, as operações de descolagem e aterragem são as mais afectadas por este fenómeno.

Processos físicos de formação e dissipação do nevoeiro.

As condições ideais para a formação de nevoeiro são:

- Temperatura do ar igual à do ponto de orvalho (ou muito próxima);

- Existência de núcleos de condensação;

- Vento fraco à superfície;

- Existência de processos de arrefecimento do ar.

O nevoeiro pode-se formar pelo arrefecimento do ar até ao ponto de orvalho ou por aumento de humidade no ar, próximo do solo, em noites de céu limpo e com vento fraco.

Os factores que contribuem para a dissipação do nevoeiro são:

- O aquecimento;

- A diminuição da humidade relativa;

- Aumento da intensidade do vento, regra geral para valores superiores a 10 Km/H.

Tipos de nevoeiro

 

Nevoeiro de radiação - É um tipo de nevoeiro que se forma como resultado do arrefecimento radiativo do solo em noites de céu limpo e com vento fraco. O solo arrefece o ar em contacto com ele até que este atinja a temperatura do ponto de orvalho. Este tipo de nevoeiro ocorre em terra já que as superfícies líquidas não estão sujeitas a tão grandes variações de temperatura. Forma-se quase sempre durante a noite ou de madrugada e usualmente dissipa-se, algumas horas após o nascer do sol, quando se verifica um aumento da temperatura do ar,

Apesar do vento ser fraco (normalmente inferior a 10 Km/H) é no entanto suficiente para provocar alguma turbulência, que normalmente contribui para o aumento da área afectada pelo nevoeiro.

A dissipação deste tipo de nevoeiro ocorre, normalmente, quando se começa a verificar o aquecimento da superfície terrestre (aproximadamente entre as 10 e as 12 horas) com a diminuição da humidade relativa e/ou o aumento da intensidade do vento. Após a dissipação do nevoeiro é frequente formarem-se estratos ao nível do topo da camada de nevoeiro.

Nevoeiro de advecção - O nevoeiro de advecção forma-se, quando uma massa de ar quente e húmida se move sobre uma superfície fria. Este tipo de nevoeiro é muito comum sobre superfícies aquáticas e junto às regiões costeiras. Muitas vezes este nevoeiro é inicialmente de radiação e posteriormente é advectado devido a um aumento da intensidade do vento. Se o vento soprar moderado o nevoeiro dissipa-se restando uma camada de estratos baixos ou estratocúmulos.

Nevoeiro frontal - Forma-se geralmente adiante da frente quente devido à evaporação da chuva quente proveniente dos nimbostratos quando cai através do ar frio pré-frontal. Este tipo de nevoeiro produz-se no Inverno, quando as frentes quentes são muito activas e podem durar algumas horas.

Nevoeiro orográfico.

Estratos baixos - Os estratos, à semelhança do nevoeiro, são compostos por gotículas de água de pequenas dimensões. Distinguem-se do nevoeiro por se tratar de nuvens que se formam alguns metros acima do solo, não reduzindo por esse motivo a visibilidade horizontal. Os estratos podem existir em conjunto com o nevoeiro mas muitas vezes são o resultado da dissipação deste. Por serem nuvens muito baixas, afectam essencialmente a visibilidade oblíqua e em voo, pelo que a sua presença no aeródromo é de ter em conta, principalmente nas manobras de aterragem.

Neblina e bruma - A neblina, à semelhança do nevoeiro, é também uma nuvem em contacto com o solo mas que se distingue daquele por reduzir a visibilidade a valores superiores a 1000 metros.

A bruma ocorre essencialmente no Verão, em tardes quentes e com baixos valores de humidade relativa, sendo constituída por partículas sólidas (fumos e poeiras) ­em suspensão na atmosfera. Normalmente diferencia-se da neblina, com coloração esbranquiçada, pela sua coloração acastanhada.

Precipitação - A chuva e o chuvisco são as formas de precipitação que mais afectam a visibilidade. O chuvisco usualmente restringe mais a visibilidade do que a chuva; ocorre em situações de grande estabilidade do ar, muitas vezes acompanhando o nevoeiro, o que provoca valores muito baixos da visibilidade.

Outras restrições à visibilidade.

Existem outros fenómenos, menos comuns, responsáveis pela redução da visibilidade. Os mais importantes são:

- Os fumos provenientes de zonas fortemente industrializadas ou de incêndios florestais;

- Tempestades de areia que ocorrem normalmente em zonas desérticas;

- O "smog", termo inglês que designa a mistura de fumos, provenientes de áreas urbanas e industriais, com o nevoeiro.

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